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INVESTIGACIÓN UNIVERSITARIA MULTIDISCIPLINARIA - AÑO 10, No10, DICIEMBRE 2011
Facultad de Ciencias Humanas
Semiótica Peirceana (CIEP/PUC-SP). Procurando manter uma homogeneidade nos documentos que seriam objeto da análise final, definiu-se que os semioticistas deveriam apresentar um relatório final contendo os seguintes itens: a. teoria base utilizada; b. resultados obtidos; c. descrição do percurso de análise realizado para chegar a esses resultados.
Conclusão
Ainda que as diferentes teorias semióticas apre- sentem procedimentos próprios, e em alguns casos conceitos divergentes, é preciso considerar que todas permitem, de alguma maneira, compreender as articulações internas dos textos. Partindo desse princípio, muitos pesquisadores têm se dedicado ao estudo da imagem como signo, sob o viés da semiótica. Essas aplicações demonstram como certos instrumentais colaboram para a compreensão das articulações internas dos mais diversos sistemas midiáticos. O objetivo de análises desse tipo, na- turalmente, é descobrir os mecanismos e técnicas de composição da mensagem. Ir além da superfície da representação visual. Nesse sentido, a semiótica visual serve para determinar as especificidades da imagem, assim como as particularidades dos dife- rentes tipos de imagens.
Não é difícil identificar, entre os defensores de cada base teórica, discursos que demonstram a superio- ridade de um método sobre outro. Alguns atores desses discursos esquecem que, de maneira geral, os métodos deveriam ser pensados em função dos objetivos. Se o objeto de estudo é o próprio méto- do, ou a teoria de base, é natural que a principal preocupação do pesquisador recaia sobre o domínio das técnicas de análise. Nesse caso, o objetivo do pesquisador será comprovar a validade dos pro- cedimentos de análise. Por outro lado, quando o principal objetivo é compreender a estruturalidade de uma determinada linguagem, o pesquisador deveria selecionar métodos e procedimentos que sejam adequados ao seu objeto. Contudo, é co- mum encontrar pesquisadores que, independente do objeto, adotam, de partida, uma determinada base teórica.
A proposição de uma pesquisa que permita apli- car os diferentes métodos em um mesmo objeto objetiva, principalmente, confrontar as teorias e, a partir da identificação de pontos de proximidade e/
ou contraposição, identificar as potencialidades de cada método. A partir disso, é possível descobrir, como bem lembra Silva (2010, p. 91), as camadas simbólicas que encobrem os reais objetivos da co- municação midiática.
Referências
Cardoso, J. (2010). “Semiótica e Publicidade: conceitos, métodos e modelos aplicados”. In Braga, J., Lopes, M. e Martino, L. (orgs.). Pesquisa empírica em comunicação: Livro Compós 2010. São Paulo: Paulus.
. (2008). “Olhares Semióticos sobre a Comunicação Visual: os estudos do signo visual na publicidade”. In Revista Fronteira – estudos midiáticos. Vol. 10, No. 03. São Leopoldo: UNISINOS.
Nöth, W. (ed.). (1997) Semiotics of the media: state of the art, projects and perspectives. Berlim: Mouton de Gruyter.
Oliveira, A. (2010). “As origens da semiótica no Brasil”. In Castro, D., Melo, J. e Castro, C. (orgs.). Panorama da Comunicação e das Telecomunicações no Brasil. Brasília: IPEA. 139-162.
Santaella, L. (2002). Semiótica Aplicada. São Paulo: Thomson.
Santaella, L. e Nöth, W. (2005). Imagem: cognição, semiótica e mídia. São Paulo: Iluminuras.
Silva, J. (2010). O que pesquisar quer dizer. Porto Alegre: Sulina.
Sonesson, G. (1993). “Pictorial semiotics, perceptual ecology, and Gestalt theory”. In Semiótica. No 99, Abril.


































































































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